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home >> notícias >> Bairros sustentáveis são pontos de partida para lei ambiental urbana - 24/11/2009

Setor Noroeste, no DF, é apontado como modelo urbano de sustentabilidade

Coleta de lixo seletiva, a boa qualidade do ar e da água; construções verdes certificadas; e a mínima distância entre a moradia, o trabalho e o lazer são alguns requisitos de “bairros sustentáveis”, de acordo com a explanação do deputado Jorge Khoury (Dem/BA) durante audiência pública (quinta-feira, 29, outubro) na Câmara Federal. Ele citou o Bairro Noroeste, em Brasília, DF, como “vanguarda de sustentabilidade” no país.

O encontro dá sequência aos debates com especialistas da área, promovidos pela Câmara Federal para discutir “propostas habitacionais ambientalmente sustentáveis”. A intenção dos parlamentares é avançar as discussões sobre o projeto de lei ambiental urbana, “complementar ao Código Ambiental, que é mais voltado para a área rural”, explicou Khoury, que é autor da proposta para os debates públicos.

O deputado disse que, além do Noroeste, “primeiro bairro sustentável do país”, Brasília está adequando o prédio-sede do governo: “o novo centro administrativo, que ficará no contrafluxo do trânsito da cidade, será um prédio sustentável”, enfatizou o parlamentar.

Participaram dos debates, no dia 29: a secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Maria Teresa Jucá; a professora do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Maria Lúcia Refinetti Martins; a professora de Direito Urbanístico da Pós Graduação da PUC/SP Karina Uzzo; e a secretária municipal de Planejamento de São Luis, MA, Maria do Amparo Araújo Melo.

Na audiência anterior, Noroeste em foco - ”Com a adoção do bairro sustentável, a tendência é que as cidades se tornem mais compactas, ou seja, tenham suas atividades econômicas, urbanísticas e de lazer o mais próximo possível (umas das outras), disse Jorge Khoury, ainda na audiência anterior (22, outubro, 2009), quando o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal, Cássio Taniguchi, falou sobre o Setor Noroeste.

O aviso de edital de licitação parcial do Setor Noroeste foi publicado pelo Governo do Distrito Federal em 29 de dezembro de 2008, quando a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), conforme noticiários da época, ressaltou que ali era “a última grande área para edificações residenciais e comerciais na capital do país”.

Com área total de 8,21 milhões de m2, o Setor Noroeste é planejado com 44 quadras residenciais e comerciais. Além dos núcleos para moradia horizontal, ali serão erguidos 220 blocos residenciais e 140 empreendimentos para uso dos setores de comércio e serviços. A previsão é que uma população de 40 mil pessoas conviverá no bairro Setor Noroeste, quando totalmente implantado.

No Noroeste, com inauguração prevista para 2010, quem tem meios para comprar um imóvel construído em terreno onde o metro quadrado custa, hoje, por volta de R$ 10 mil, vai viver num bairro onde o lixo será tratado e reciclado, e onde haverá reuso de água, ruas largas, ciclovias, pistas para Cooper, amplos jardins, generosas áreas verdes, abastecimento com gás natural e energia solar. A Terracap, que comercializa os espaços a ocupar, é a imobiliária do Governo do Distrito Federal.

Fonte: Correio Braziliense

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